Domingo, Dezembro 23, 2007

Três pontinhos no “sapatinho”

Esta vitória sobre o Rio Ave mostra bem o quanto é difícil este campeonato. Sem fazer um grande jogo, o Clube Desportivo Santa Clara conseguiu vencer, numa altura em que já havia muita especulação à volta da equipa, e se fazia muita futurologia.
Não se pode dizer que foi um jogo muito vistoso, onde existissem jogadas bem delineadas, mas aconteceu futebol, onde uma equipa dispôs das melhores oportunidades para ganhar, mas foi a outra que o conseguiu. Esta partida pode dizer-se que foi mais jogada com o “coração” do que com a razão, isto porque o Rio Ave apesar de ter o controlo do jogo não conseguiu ter a serenidade para concretizar as suas oportunidades. Já o Santa Clara bateu-se com dignidade, lutou muito, teve a sorte do seu lado poderia ter sofrido três ou quatro golos, mas os adversários estavam em tarde não. Felizmente.
Como diz a velha máxima “quem não marca arrisca-se a sofrer”, foi o que aconteceu neste jogo através de um excelente golo de Júlio César. O mesmo jogador minutos depois poderia ter feito o segundo, o que seria castigo demasiado pesado para o Rio Ave por aquilo que fez durante a partida, mas que podia ter acontecido.
Esta situação de uma equipa jogar e a outra marcar não é inédita no futebol, o Santa Clara que o diga pois já lhe aconteceu por várias vezes essa situação, desta vez teve a sorte do seu lado e ganhou três pontinhos para colocar no “sapatinho”.
A equipa de arbitragem esteve em bom plano, quando assim é nada há a registar.
In site CDSC

Dêem graças ao goleador

Um bonito golo de Júlio César, obtido através de um remate mais em jeito do que força, ainda fora da área, valeu ao Santa Clara a conquista dos três pontos na recepção ao líder da Liga de Honra, o Rio Ave, retomando o caminho dos triunfos após onze semanas ganhar, disfarçando igualmente as insuficiências do conjunto insular num jogo onde lhes saiu bem.
Naquele que foi o primeiro remate dos encarnados à baliza no período complementar, o segundo em todo o jogo, o atacante brasileiro encontrou o caminho para a vitória e viu sorrir-lhe a felicidade que motivou exuberantes festejos de toda a equipa.
O triunfo feliz do Santa Clara tem uma explicação: o Rio Ave nunca conseguiu bater Fernando, nas melhores oportunidades, Keita e Chidi atiraram para fora e Delson proporcionou ao guardião angolano a defesa da tarde, negando ao líder a possibilidade de reforçar o comando depois do Vizela ter empatado. Os vila-condenses podem queixar-se da falta de sorte, mormente no primeiro tempo, mas depois do descanso como se convenceram que o golo iria surgir e deixaram passar o tempo. Custou caro.
In ABola

Santa Clara de regresso às vitórias

Após sete jogos sem vencer, o Santa Clara regressou às vitórias na Liga de Honra, frente ao Rio Ave, líder da competição, vencendo por uma bola a zero.
O tento de Júlio César, ao minuto 84 foi dedicado a PauloSérgio, treinador dos encarnados de Ponta Delgada, e veio dar um grande ânimo à equipa neste que foi o último encontro de 2007, numa altura em que estrearam a nova bola que estar a ser utilizada nas provas da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Portanto, espera-se que o arranque em 2008 seja de muita motivação para oSanta Clara.
Frente ao líder da prova, oSanta Clara optou por jogar mais em defesa - ataque, omitindo por algumas vezes o meio-campo, isto porque o Rio Ave entrou muito bem no jogo, controlando da melhor forma e criando maior número de oportunidades. Aqui entra o guarda-redes do Santa Clara, Fernando, que por algumas vezes teve grande peso.
O RioAve entrou com muita vontade de vencer e o primeiro remate de perigo aconteceu ao minuto três, com Keyta, sozinho a rematar ao lado.
O Santa Clara viria a responder, num livre de Pacheco, mas César conseguiu segurar a bola.
O Rio Ave, melhor nos cortes de bola, volta a criar perigo por Danielson, seguindo-se ao minuto 23, num passe de Chidi para Milhares e este a rematar muito perto do poste da baliza encarnada.
Até ao intervalo, o Rio Ave ainda dispus de duas oportunidades, uma por Chidi e outra de Keyta; enquanto o Santa Clara, a subir mais um pouco e a conseguir desvencilhar-se dos defesas adversários, levou perigo ao minuto 35 com Josa a rematar perto do poste, depois de cruzamento de Júlio César e depois, na sequência de uma canto, Anselmo remata por cima.
Com um nulo, as equipas foram para intervalo, regressando depois e com o RioAve, novamente a dificultar a vida do Santa Clara, concretamente de Fernando, que teve sorte num chapéu de Chidi, este que muito rematou no encontro, mas não foi feliz na finalização.
O Santa Clara tentava trocar mais a bola e Vítor Silva, pouco depois de ter entrado, leva César a um defesa complicada.
O golo surgiu só ao minuto 84, depois de uma jogada de insistência do Santa Clara em que Júlio César resolve da melhor forma, dando assim a vitória aos encarnados de Ponta Delgada, este muito festejada.
Antes do tempo regulamentar, Ronaldo ainda tenta o golo do empate, mas de facto o Rio Ave não estava nos seus dias.
Já em tempo de compensação, JúlioCésar podia ter feito o segundo, mas o remate sai-lhe muito por cima da trave de César.
O trio de arbitragem esteve regular.
Susete Rodrigues
In AO

A motivação que faltava

Após sete jogos sem vencer, o Santa Clara regressou ontem às vitórias, frente ao RioAve, líder da competição. O tento de Júlio César, perto do final, foi dedicado ao treinador Paulo Sérgio e deu grande ânimo à equipa, que espera, em 2008, voltar aos primeiros lugares.
Frente ao líder, o Santa Clara optou por jogar directo, esquecendo algumas vezes o meio-campo, isto porque o Rio Ave entrou melhor, controlando e criando maior número de oportunidades. O guarda-redes do Santa Clara, Fernando, teve então grande peso, vendo o primeiro remate com perigo, logo ao minuto 3 e de Keyta, passar ao lado. O Santa Clara responderia, num livre de Pacheco, mas César segurou a bola. Até ao intervalo, Danielson, Milhazes, Chidi e Keyta tiveram novas oportunidades para o Rio Ave, enquanto o Santa Clara, a subir mais um pouco, criou perigo ao minuto 35, com Josa a rematar perto do poste; depois, na sequência de um canto, Anselmo atirou por cima.
Após o intervalo, o RioAve continuou mais perigoso e Fernando até teve sorte num chapéu de Chidi, aquele que mais rematou. O Santa Clara, melhor com a entrada de Vítor Silva, marcaria ao minuto 84, depois de uma jogada de insistência que Júlio César resolveu da melhor forma. A vitória, muito festejada, poderia ter sido diferente, pois Ronaldo ainda teve nos pés o golo do empate, enquanto JúlioCésar podia ter feito o segundo em período de compensação.
A arbitragem foi regular.
OS TÉCNICOS
"O Rio Ave merecia vencer, pelo que fez em campo durante este jogo. Estamos tristes pelo resultado, mas felizes com a nossa exibição" João Eusébio Treinador do Rio Ave
"Foi uma vitória justa, porque lutámos desde o início. Agora é preparar o próximo jogo, que será já em 2008" Júlio César Jogador do Santa Clara.
In OJogo

Ponto final no jejum

Onze semanas depois o Santa Clara voltou a saborear a vitória ao derrotar pela margem mínima o líder da Liga de Honra, Rio Ave. Os “encarnados” terminaram com o jejum de triunfos à custa do inevitável Júlio César, brasileiro que voltou a revelar classe na finalização na única oportunidade que dispôs para atirar à baliza de César.A equipa açoriana alcançou uma vitória feliz que se justifica não tanto por aquilo que produziu, mas pela alma que colocou em campo, nunca deixando de acreditar que poderia despedir-se de 2007 com um bom resultado. O adversário não deixa de ser culpado na sua própria derrota pois cedo interiorizou que iria ganhar…Os vilacondenses foram a melhor equipa sobre o relvado do estádio de São Miguel mas isso não basta para vencer, para além de que cometeram um pecado capital ao baixarem o seu ritmo depois do intervalo. Uma atitude que lhes foi fatal!Uma perda de bola de Pacheco no meio-campo quase permitia aos forasteiros abrirem o activo quando estavam decorridos apenas quatro minutos, mas Keita isolado por Evandro rematou ligeiramente ao lado com Fernando já batido. Era o sinal da ambição dos pupilos de João Eusébio que pouco depois viram o internacional angolano negar o tento a Delson naquela que foi a defesa da tarde.O Santa Clara nunca conseguiu disfarçar que jogava sobre brasas, pressionado que estava a triunfar para afastar a crise de resultados. O futebol encarnado não tinha ligação e os passes longos para o ataque saíam invariavelmente mal medidos e menos bem direccionados. A equipa insular não ligava o seu jogo e só aos 35 minutos conseguiu o primeiro remate com perigo, assinado por Josa. Saiu ligeiramente ao lado.A segunda parte não foi melhor. O Rio Ave convenceu-se que ia marcar mais cedo ou mais tarde e foi adiando a busca do golo. Enquanto isso, os locais roçavam a nulidade em termos de construção de jogo, mas não lhes faltavam alma para discutirem o resultado no meio de tanta desinspiração. Vítor Gomes ainda ofereceu o golo a Chidi mas este atirou por cima quando só tinha Fernando pela frente e numa fase em que a qualidade já era pouca apareceu Júlio César a tirar um coelho da cartola.O avançado brasileiro recebeu a bola sobre a esquerda, enquadrou-se com a baliza e rematou seco e em arco para o fundo das redes. Foi o prémio para a alma santaclarense e o castigo para um Rio Ave que limitou-se a deixar o tempo passar à espera que o golo aparecesse. Felicidade para quem conseguiu finalizar com êxito numa partida que tinha tudo para ser de qualidade e que acabou por defraudar as expectativas.
Ficha técnica
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto).Auxiliares: José Luís Melo e António Vilaça.Santa Clara: Fernando; Bruno Novo, Accioly, Anselmo e Nuno Sociedade; Glauber, Pacheco (Vítor Silva, 60) e Josa; Cleiton (Basílio, 81), Henrique e Júlio César.
Treinador: Paulo Sérgio.
Rio Ave: César; Gaspar (Henrique, 85), Danielson, Bruno Mendes e Milhazes; Delson, Miguel Lopes (Ribeiro, 50) e Vítor Gomes; Evandro, Chidi (Ronaldo, 74) e Keita.Treinador: João Eusébio.
Ao intervalo: 0-0.
Marcador: Júlio César (84).
Disciplina: cartão amarelo para Josa (31), Gaspar (58), Keita (73), Anselmo (77), Milhazes (78) e Glauber (80).
In DSP/Acácio Mateus

Domingo, Dezembro 16, 2007

Dilema para lá da linha

Esta é a questão que se coloca quando a bola ultrapassa o risco fatal: é golo ou não é golo? Ou será necessário, em algumas situações, a bola embater na rede para ser validado?
Ontem, no estádio de São Miguel, João Vilas Boas foi vitima de um caso que traz à discussão aquilo que na gíria se entende por verdade desportiva. O Santa Clara perdia, por 1-2, na recepção ao D. Aves e pressionava em busca do empate. Em mais uma vaga de ataque, Henrique rematou para a baliza, a bola ressaltou e, no ar, Mauro encostou para golo. Pelo menos assim pareceu a todos, menos ao trio de arbitragem que não viu Sérgio carvalho tirar a bola para lá da linha de baliza. Seria o empate…Uma decisão tão controversa quanto injusta foi o resultado final.
Os açorianos não jogaram muito, mas o suficiente para derrotar um D. Aves remetido à defesa que nos poucos remates que efectuou teve a felicidade de ver a bola ultrapassar o risco de golo…sem dúvidas.!
Os forasteiros colocaram-se em vantagem à entrada para o último quarto de hora da primeira parte, num bonito golo de Octávio, repetindo Castro o gesto técnico perfeito no recomeço da partida, isto já com uma grande penalidade clara sobre Júlio César que ficou por assinalar.
O treinador açoriano Paulo Sérgio arriscou tudo, mas os golos de Júlio César e Cleiton não chegaram para evitar o eclipse de Fernando num livre de Marcelo Henrique a 30 metros da baliza.
In ABola

Assim, não há coração que resista

Quando se tenta aquilo que se pretende e não se consegue, terá que haver sempre um motivo. No jogo com o Desportivo das Aves o Clube Desportivo Santa Clara pode encontrar vários, o mais evidente foi o de uma equipa de arbitragem que cometeu erros que nos acabam por penalizar no resultado final. Este jogo era aguardado com muita expectativa para ver como reagiria na recepção ao Aves, uma vez que o Santa Clara no jogo anterior a contar para a Taça de Portugal fora eliminado dessa competição. A equipa até entrou bem na partida, mas cedo começou a sentir dificuldades para chegar à área contrária com a bola dominada. Esta situação deveu-se essencialmente ao adversário que lhes “fechou” as alas obrigando a que o jogo fosse directo, deixando o Santa Clara tolhido de ideias e soluções. A estratégia do Aves passaria sempre por um jogo defensivo, aproveitando as oportunidades oferecidas para realizar rápidos contra-ataques, na tentativa de pontuar.
Por isso pouco perigo criou junto da baliza de Fernando que se limitou a defender um remate do adversário. Aos 23 minutos aconteceu o primeiro erro da equipa de arbitragem ao não assinalar uma grande penalidade sobre Júlio César. Só que cinco minutos volvidos o Aves chegou ao golo através de um rápido contra-ataque, com Octávio a rematar fora do alcance de Fernando. O Santa Clara reagiu ao golo por Júlio César com jogada individual, fez o passe para Henrique na cara do guarda-redes permitir a defesa, na recarga Bruno Novo “acertou” num defesa contrário. Até final Júlio César poderia ter chegado ao empate, mas estava escrito que o Aves iria para o intervalo a ganhar pela margem mínima. No regresso dos balneários entraram novamente melhor os homens do Desportivo das Aves ao fazer o segundo golo, através de mais uma situação irregular pois Castro estava fora de jogo. De referir que neste lance a defensiva santaclarense não está isenta de culpas uma vez que ficou “estagnada” à espera da decisão do assistente que acabou por não acontecer.
Parecia que com este golo estava escrita a história do jogo, mas tal não aconteceu porque o Santa Clara continuou a procurar o golo. Viria a conseguir já com Pacheco em campo, que fez bem a tabelinha com Júlio César para este finalizar. Logo de seguida novo erro da equipa de arbitragem, neste caso um erro crasso, e logo na semana em que foi apresentada “a bola inteligente”. No “roubado” segundo golo do Santa Clara nem seria necessária “a bola inteligente” tal foi a evidência de a mesma ter entrado dentro da baliza.
Mas houve quem não visse, e essas pessoas foram? Quem??? Os árbitros, claro!!!!! Após mais algumas oportunidades para chegar ao empate, o Santa Clara acaba por sofrer o terceiro golo, onde Fernando não está isento de culpas.
Cleiton de livre directo ainda reduziu a desvantagem, e Pacheco, que entrou muito bem na partida, também de livre directo proporcionou a Rui Faria a defesa da tarde. Assim não há coração que resista.
In site CDSC

Santa Clara soma sétimo jogo sem vencer

A crise de resultados no Santa Clara continua e, desta feita, foi o Desportivo das Aves a impor uma derrota nos Açores por 2-3. Depois de ter feito 16 pontos nas primeiras seis jornadas, a equipa de Paulo Sérgio já soma sete jogos sem vencer, sendo que quatro deles terminaram com derrota.
O Santa Clara entrou em campo com uma postura mais ofensiva, mas sentiu grandes dificuldades para rematar à baliza, enquanto que o Aves optava por contra-ataques rápidos para incomodar o guarda-redes Fernando. Num jogo por vezes duro, a equipa continental ameaçou as redes contrárias nos minutos iniciais, através de dois remates de Castro fora da área, que não levaram, porém, a melhor direcção.
Numa primeira parte com maior posse de bola para o Santa Clara, a formação açoriana reclamou, ainda, uma grande penalidade, quando, aos 23 minutos, Júlio César caiu na área, mas que não foi atendida pelo árbitro João Vilas Boas. O melhor momento primeiro tempo estava reservado para os 28 minutos, quando Octávio, depois de receber a bola de Castro, tirou o defesa Accioly da jogada, e rematou ao ângulo esquerdo da baliza do Santa Clara, colocando os forasteiros em vantagem.
Dez minutos depois, o Santa Clara podia ter chegado à igualdade, mas o guarda-redes Rui Faria opôs-se bem ao remate de Henrique, com a bola a sobrar para Bruno Novo que, também, não conseguiu concretizar. A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Desportivo das Aves, da autoria de Castro que, sem marcação na grande área, rematou de primeira, na sequência de um cruzamento da esquerda.
Aos 66 minutos, numa boa troca de bola à entrada da área, Júlio César conseguiu ficar isolado e desviou a bola de Rui Faria para reduzir a desvantagem no marcador para o Santa Clara.O golo deu um novo ânimo aos encarnados de Ponta Delgada, que acreditaram até ao fim que era possível chegar ao empate, uma pretensão que a defesa do Desportivo das Aves foi adiando com mais ou menos dificuldade. Já em tempo de descontos, Marcelo Henrique, na marcação de um livre do meio campo, surpreendeu Fernando, com um remate forte e colocado que resultou no terceiro e último golo dos continentais.Pouco depois, o Santa Clara ainda teve tempo para reduzir, num livre directo de Cleiton, que não evitou, porém, a derrota do Santa Clara.
In Record

Dedo do árbitro

Houve muitos golos, mas pouco futebol, neste encontro que o Aves venceu sem convencer. O Santa Clara merecia mais e podia mesmo ter evitado a derrota, se o árbitro tivesse validado um golo (82') dos açorianos, que pareceu legal e seria o do empate a duas bolas.
Vilas Boas não entendeu assim, anulou o tento, e pouco depois os avenses conseguiram o 3-1, matando a partida. Foi já em tempo de compensação, e, mesmo assim, o Santa Clara reduziu para 3-2 antes do apito final.
Na verdade, os da casa até entraram melhor, mas foi o Aves quem marcou, mostrando eficácia quase total junto da baliza do Santa Clara. Os avenses foram para o intervalo a ganhar por 1-0 e, pouco depois do regresso, conseguiram o 2-0. Os açorianos reagiram, chegaram ao 2-1 e tentaram, de todas as maneiras, virar o resultado. Não conseguiram, também, por causa do árbitro, que, além do golo anulado, deixou passar um penálti em claro antes do 1-0, quando Júlio César foi derrubado na área avense.
In OJogo

Santa Clara não vence há sete jogos

O Santa Clara entrou em campo com uma postura mais ofensiva, mas sentiu grandes dificuldades para rematar à baliza, enquanto que o Desportivo das Aves optava por contra-ataques rápidos para incomodar o guarda-redes Fernando. Num jogo por vezes duro, a equipa continental ameaçou as redes contrárias nos minutos iniciais, através de dois remates de Castro fora da área, que não levaram, porém, a melhor direcção.
Numa primeira parte com maior posse de bola para o Santa Clara, a formação açoriana reclamou, ainda, uma grande penalidade, quando, aos 23 minutos, Júlio César caiu na área, mas que não foi atendida pelo árbitro João Vilas Boas.
A melhor momento primeiro tempo estava reservado para os 28 minutos, quando Octávio, depois de receber a bola de Castro, tirou o defesa Accioly da jogada, e rematou ao ângulo esquerdo da baliza do Santa Clara, colocando o Desportivo do Aves em vantagem. Dez minutos depois, o Santa Clara podia ter chegado à igualdade, mas o guarda-redes Rui Faria opôs-se bem ao remate de Henrique, com a bola a sobrar para Bruno Novo que, também, não conseguiu concretizar.
A segunda parte começou, praticamente, como o segundo golo do Desportivo das Aves, da autoria de Castro que, sem marcação na grande-área, rematou de primeira, na sequência de um cruzamento da esquerda.Aos 66 minutos, numa boa troca de bola à entrada da área, Júlio César consegue ficar isolado e desvia a bola de Rui Faria para reduzir a desvantagem no marcador para o Santa Clara.O golo deu um novo ânimo aos "encarnados" de Ponta Delgada, que acreditaram até ao fim que era possível chegar ao empate, uma pretensão que a defesa do Desportivo das Aves foi adiando com mais ou menos dificuldade.
Já em tempo de descontos, Marcelo Henrique, na marcação de um livre do meio campo, surpreendeu Fernando, com um remate forte e colocado que resultou no terceiro e último golo do Desportivo das Aves.Pouco depois, o Santa Clara ainda teve tempo para reduzir, com num livre directo de Cleiton, que não evitou, porém, a derrota do Santa Clara.
In AO

Novo conceito de golo

É preciso recorrer à ironia para se perceber até que ponto um golo deve ser validado e que premissas devem estar reunidas para o trio de arbitragem assinalar o centro do relvado. Por aquilo que se viu esta tarde no estádio de São Miguel, nem toda a bola que ultrapassa o risco fatal pode ser considerado como golo, pelo que começa a tornar-se necessário esperar que a redondinha beije as malhas para se dissiparem as dúvidas que por vezes aparecem só na cabeça de alguns.Decorria o minuto 81 e o Santa Clara pressionava em busca do empate no confronto com o Desportivo das Aves. Os açorianos perdiam por 1-2 quando a bola ultrapassou por completo o risco fatal num lance confuso na sua construção mas limpo na conclusão. O primeiro remate é de Henrique, a bola ganha altura na pequena-área, Mauro manda-a para lá da linha e Sérgio Carvalho, sem qualquer pudor, tira-a de dentro da baliza perante a passividade do trio de arbitragem e os inúmeros protestos dos “encarnados”.O golo não foi sancionado e o Santa Clara continuou a perder pela diferença mínima até ao momento em que Marcelo Henrique, já em período de descontos, sentenciou o resultado ao obter o terceiro para os forasteiros através da marcação de um livre directo a uns bons trinta metros da baliza. Primeiro simulou o remate para perder tempo, levou o amarelo e na segunda vaga contou com a complacência de Fernando que se fez tarde ao lance, vendo a bola entrar rasteira bem junto ao poste.Caíam por terra as esperanças da turma de Ponta Delgada em minimizar os estragos num desafio em que a sorte não lhe sorriu perante um oponente que jogou para não perder e acabou por ter a felicidade do seu lado. Os comandados de Henrique Nunes serviram a sua estratégia com a frieza que lhe é característica, chegando ao intervalo a vencer por 0-1 com um golo de Octávio após excelente passe de Castro. O autor do tento recebeu na esquerda e com todo o espaço tirou a redondinha do alcance de Fernando.Pode dizer-se que o resultado findos os primeiros 45 minutos era justo na medida em que os locais não disfarçaram alguma ansiedade numa partida nem sempre bem jogada e com uma penalidade clara sobre Júlio César que ficou por assinalar e outra duvidosa que também não foi sancionada.Arriscar e perderO Santa Clara regressou das cabinas praticamente a ver o resultado negativo avolumar-se pois, aos 48 minutos, Castro teve todo o tempo e espaço do mundo para bater o internacional angolano pela segunda vez, num lance que deixa dúvidas por pretenso fora-de-jogo, mas a defesa insular não podia ter ficado parada à espera que o árbitro sancionasse o que quer que fosse.A perder em casa perante um adversário que sabia defender e contra-atacava com veneno, Paulo Sérgio arriscou tudo no ataque e só não foi feliz porque houve um golo válido que não foi sancionado. Júlio César devolveu a esperança aos 66 minutos através de um remate colocado desferido da cabeça da área e depois de muito porfiar na finalização surgiu o caso do jogo.Com pouco mais de dez minutos para jogar a pressão ofensiva dos visitados intensificou-se, mas foi o Desportivo das Aves quem matou a partida com o golo de Marcelo Henrique no qual Fernando não fica isento de culpas. Cleiton ainda reduziu num livre directo mas não havia tempo para mais.
Ficha técnica
Árbitro: João Vilas Boas (AF Braga).
Auxiliares: Alfredo Braga e José Oliveira.
Santa Clara: Fernando; Portela (Pacheco, 45), Accioly, Emerson (Mauro, 54) e Nuno Sociedade; Glauber (Basílio, 77), Bruno Novo e Cleiton; Vítor Silva, Júlio César e Henrique.
Treinador: Paulo Sérgio.
Desportivo das Aves: Rui Faria; Grosso, Sérgio Carvalho, Nuno Mendes e Pedro Geraldo; Gouveia (Marcelo Henrique, 60), Mércio, Castro (Alexandre, 73) e Octávio; Tatu e Leandro (Pascal, 63).
Treinador: Henrique Nunes.
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Octávio (28), Castro (48), Júlio César (66), Marcelo Henrique (90+2) e Cleiton (90+5).
Disciplina: cartão amarelo para Cleiton (11), Vítor Silva (26), Leandro (27), Mércio (34), Pedro Geraldo (36 e 82), Nuno Mendes (78), Pacheco (90+1), Marcelo Henrique (90+2) e Octávio (90+4).
Cartão vermelho, por acumulação de amarelos, para Pedro Geraldo (82).
DSP/Acácio Mateus

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Santa Clara entrou tardiamente na partida

O Santa Clara voltou a ficar pelo caminho cedo na Taça de Portugal. Em jogo da quarta eliminatória da prova, os encarnados de Ponta delgada jogaram no Algarve com o Lagoa e perderam por 3-2.
O Santa Clara entrou bem na partida mas, passados dez minutos, os algarvios tomaram, por completo, o controlo do jogo, dominando o adversário e conseguindo um golo, por intermédio do ex-jogador dos encarnados Sadjó. O resultado ao intervalo (1-0) era lisonjeiro para o Santa Clara que foi em busca do prejuízo. Todavia, foram os algarvios quem chegou ao golo.
Na parte final, os encarnados pressionaram e ainda conseguiram reduzir por duas vezes mas não lograram levar o jogo para o prolongamento, ficando mais uma vez cedo pelo caminho na Taça.
No final do desafio, Paulo Sérgio estava insatisfeito com a prestação dos seus jogadores, afirmando que a sua equipa “deu 45 minutos de avanço ao adversário e na segunda parte, quando procurávamos reagir, voltámos a cometer um erro infantil”, determinante para o triunfo da equipa de Joaquim Mendes.
O técnico do santa Clara disse, ainda que não se encontra satisfeito, sublinhando que “as coisas vão ter de mudar no futuro”, avisa Paulo Sérgio.
In AO

Açorianos pés-de-chumbo no corridinho algarvio

Após primeira parte a roçar o ridículo, o Santa Clara começou aí a escrever o sétimo capítulo de uma crise de resultados, perdendo contra equipa teoricamente inferior mas que na prática foi superior.
A falte de qualidade colectiva evidenciada pelos açorianos na etapa inicial, encontrou na pouca atitude dos seus jogadores precioso aliado. Uma aliança que os algarvios souberam explorar, tomando as rédeas do jogo, incomodando o último reduto adversário, muito permeável nas laterais. Depois de três avisos, Sadjó (38) aproveitou a passividade dos centrais para desviar de cabeça um cruzamento de Dário, inaugurando o marcador.
Descontente com a prestação da sua equipa, Paulo Sérgio alterou dois jogadores e deu mais profundidade ofensiva na segunda parte, tornando o conjunto açoriano mais pressionante no último terço do campo, resultando daí a primeira aproximação à baliza e … a primeira defesa de Botelho, decorria o minuto 53(!)
O adiantamento açoriano abriu espaços na retaguarda, com Janita (56) a beneficiar de um lançamento para as costas da defesa, para elevar a contagem, que teria contornos mais escandalosos, aos 70 minutos, com Márcio a aproveitar novo erro de marcação defensiva.
Deslumbrados, os jogadores do Lagoa não conseguiram travar uma diagonal de Júlio César (74), finalizada com indefensável remate. Faltava pouco para o final do jogo, mas o tempo suficiente para o Santa Clara acertar o passo do corridinho algarvio, encurtando distância no marcador, por Rúben Rodrigues (85), e perdendo soberana oportunidade para empatar, com Botelho a evitar remates seguidos de Basílio e Júlio César.

Algarvios foram superiores

A festa da Taça aconteceu ontem no Algarve, mais concretamente em Lagoa, onde a equipa local recebeu e venceu o Santa Clara. A equipa açoriana até entrou melhor no jogo, mas os algarvios rapidamente inverteram a tendência, assumindo as despesas e a iniciativa do jogo, conseguindo chegar ao golo ainda antes do intervalo, vantagem perfeitamente justificada através do maior volume de jogo ofensivo dos locais. Ao intervalo o técnico açoriano, Paulo Sérgio, reagiu e efectuou duas substituições em simultâneo, procurando transmitir uma maior dinâmica ofensiva à sua equipa.
Mas seria o Lagoa a chegar de novo ao golo, aumentando a vantagem para 3-0 um pouco mais tarde. A quinze minutos do final, o Santa Clara reduziu para dois golos de diferença e, a quatro minutos do fim o recém-entrado Rúben Rodrigues relançou o jogo, a reduzir para apenas um tento a vantagem dos algarvios. Que após os 3-0 haviam recuado no terreno e terminaram em sobressalto, acantonados e de certa forma sufocados no seu meio-campo... Muito por culpa própria.
Os técnicos
"Uma vitória justa da melhor equipa em campo, que acabou por sofrer na parte final sem necessidade"
Joaquim Mendes, treinador do Lagoa
"Demos quarenta e cinco minutos de avanço ao Lagoa e quando acordámos e reagimos já era tarde"
Paulo Sérgio, treinador do Santa clara
Lagoa 3 - Santa Clara 2
Estádio Capitão Josino da Costa Lagoa Árbitro João Capela af lisboa
Lagoa: Botelho; Márcio, Janita (Júlio, 77'), Tero, Nélson, Dário, Vandi, André, Divaldo (Boiças, 87'), Hélder e Sadjó T Joaquim Mendes
Santa Clara: Fernando; Jorge Humberto (Pacheco, INT), Vítor Silva (Henrique, INT), Glauber, Cleiton, Nuno Sociedade, Mozer, Emerson ( Rúben Rodrigues, 70'), Bruno Novo, Basílio e Júlio César. T Paulo Sérgio
Marcadores: [1-0] Sadjó 39; [2-0] Janita 57'; [3-0] Márcio 72'; [3-1] Júilio César 75'; [3-2] Rúben Rodrigues 86' Cartões Amarelos: Cleiton 40', Bruno Novo 72' e Glauber 87'

Traição de Sadjó

Uma pequena traição de Sadjó permitiu ao Lagoa apurar-se para a quinta eliminatória da Taça de Portugal. O ex-avançado do Santa Clara, que esteve ligado aos melhores momentos do clube açoriano na década de 90, marcou o primeiro golo da equipa que agora representa, abrindo caminho para o triunfo dos algarvios por 3-2.O veterano atacante coloriu o marcador aos 38 minutos e acentuou a pálida exibição dos pupilos de Paulo Sérgio, numa primeira parte em que os “encarnados” de Ponta Delgada convenceram-se que o golo iria aparecer mais cedo ou mais tarde, revelando pouca audácia no desenvolvimento do seu processo ofensivo.A desvantagem ao intervalo não satisfazia Paulo Sérgio, treinador que no decorrer do descanso operou duas substituições. No entanto, as entradas de Henrique e Pacheco para os lugares de Jorge Humberto e Vítor Silva pouco acrescentaram ao conjunto insular que no espaço de quinze minutos viu-se a perder por 3-0.Janita, aos 56 e Márcio, aos 70 minutos, dilataram a vantagem do Lagoa e confirmavam a surpresa. Mas o resultado só surpreendia aqueles que não estavam a assistir à partida, pois os comandados de Joaquim Mendes revelavam ter a lição bem estudada, ao contrário do Santa Clara que teimava em não sair dos soluços que caracterizavam o seu futebol.Nesta altura, o técnico santaclarense já havia retirado Emerson do jogo para reforçar o ataque, abdicando dos dois centrais na tentativa de minimizar o prejuízo. Na reacção ao terceiro golo do Lagoa, Júlio César reduziu para 3-1 em lance individual, cabendo a Ruben Rodrigues, aos 85, devolver a esperança aos açorianos.Mas o Lagoa soube resistir estoicamente à pressão dos forasteiros, segurando o 3-2 até ao apito final do árbitro, carimbando com alguma surpresa a qualificação para a próxima ronda da Taça.
Ficha técnica
Árbitro: João Capela (Lisboa).
Lagoa: Botelho; André, Divaldo, Tero e Vandi; Márcio, Janita (Júlio, 77), Nelson e Dário; Sadjó (Boiças, 89) e Hélder.Treinador: Joaquim Mendes.
Santa Clara: Fernando; Bruno Novo, Jorge Humberto (Henrique, 45), Emerson (Ruben Rodrigues, 69) e Nuno Sociedade; Glauber, Mozer e Cleiton; Vítor Silva (Pacheco, 45), Júlio César e Basílio.
Treinador: Paulo Sérgio.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Sadjó (38), Janita (56), Márcio (70), Júlio César (74) e Ruben Rodrigues (85).
Disciplina: cartão amarelo para Cleiton (40) e Glauber (86).
In DSP

Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

Roberto para a vitória

O Santa Clara foi vítima do regresso do Varzim às vitórias algo que já não acontecia desde a 6ª jornada. A confirmação do triunfo surgiu já em cima da hora, premiando a superioridade dos poveiros, num jogo de grande entrega e emoção.
A equipa de Diamantino assumiu sempre o controlo dos acontecimentos. Embora o perigo tenha estado bem distribuído durante a primeira parte.
No regresso dos balneários, Roberto aproveitou da melhor forma uma grande penalidade para inaugurar o marcador. O brasileiro não tardaria a bisar empurrando para a abaliza uma bola desviada por Chico na sequência de um canto.
A sorte de o encontro parecia estar entregue mas o tento de Vítor Silva, num lance que muitos pensavam condenado ao fracasso fez renascer a alma açoriana. No entanto, já nas despedidas da partida, Pedro Santos acabaria por sossegar os corações varzinistas ao fechar as contas do resultado, com um golpe de cabeça fulgurante.
Quanto ao arbitro, sobraram dúvidas quanto à deliberada intenção de Accioly em jogar a bola com a mão no penalty assinalado.
In ABola

Goleador de volta

O Varzim regressou às vitórias, o que já não acontecia desde a 6.ª jornada, como também Roberto regressou à sua condição de goleador, já que há seis jornadas não marcava.
Foi um encontro emotivo, de princípio ao fim, com os varzinistas empenhados em atirarem a crise para trás das costas.
O Santa Clara teve uma actuação bastante positiva, tendo falhado algumas oportunidades de golo, principalmente por parte de Emerson.
Na segunda parte o Varzim forçou mais o ataque e foi feliz, apontando os três golos precedidos de lances de bola parada.
Sem dúvida que foram duas equipas com os olhos sempre postos no ataque.
In Record

Com muita alma

Avisados pela voz do presidente do clube, que declarou ser zero a margem de erro para a equipa técnica, os jogadores do Varzim souberam aguentar com a pressão imposta por Lopes de Castro, conquistando três merecidos pontos à custa de muita raça. Mas Diamantino Miranda, que não parou um minuto no banco, contou com o regresso do 'maestro' Marco Cláudio e voltou a ter uma equipa organizada com o losango de sucesso no meio-campo.
O Santa Clara, que apostou mais na expectativa, colocou sempre em sentido a defesa alvi-negra e chegou a estar por cima no jogo, após um início frenético das duas equipas. Mas, no final da primeira parte, foram dos poveiros as melhores ocasiões, tendo Pedro Santos enviado uma bola à barra.O jogo seria decidido com dois golos de Roberto, primeiro de penálti e depois na sequência de livre. O Santa Clara ainda reduziu e ameaçou empatar, mas sofreria o terceiro golo novamente em lance de bola parada.
OS TÉCNICOS
"Ganha quem marca e quem marca merece ganhar. Perdemos por culpa própria, porque fomos infantis na forma como defendemos as bolas paradas"
Paulo Sérgio, treinador do santa clara
"O golo apareceu na segunda parte, tranquilizou a equipa e galvanizou-nos para uma exibição muito boa. Realço o profissionalismo dos jogadores"
Augusto Neves, treinador-adjunto do varzim .
In OJogo

Santa Clara não vence há seis jornadas

Com este resultado, os poveiros subiram ao 6º lugar (18 pontos) e agravaram a crise de resultados dos açorianos, que somaram o sexto desafio consecutivo sem vencer, descendo ao 5º lugar da classificação (19 pontos).O Santa Clara apresentou-se no campo do Varzim disposto a vencer, rematando diversas vezes de fora da área, com destaque para um lance de Júlio César, que obrigou Bruno Conceição a defesa apertada, aos 10 minutos.O Varzim, que contou com o regresso do influente médio Marco Cláudio, após lesão, apresentou maior tempo de posse de bola no primeiro tempo, mas sem conseguir exercer uma pressão constante sobre os forasteiros.Ainda assim, os locais dispuseram das melhores oportunidades de golo, após lances de bola parada: primeiro foi Chico (35), a proporcionar uma defesa de recurso a Fernando, e já em cima do intervalo Pedro Santos cabeceou à barra.O Santa Clara entrou melhor na segunda parte e podia ter aberto o marcador por Emerson (53), mas na jogada seguinte o varzinista Alexandre rematou contra o corpo de Accioly, que terá tocado a bola com a mão na sua grande área.O árbitro assinalou prontamente o penalti, que foi convertido por Roberto (55), que terminou com um jejum de 240 minutos do Varzim sem marcar em casa.O avançado brasileiro viria a bisar aos 65 minutos, após canto desviado ao primeiro poste por Chico, passando para a liderança dos goleadores da Liga de Honra, com sete tentos.O encontro parecia decidido, mas o Santa Clara teve uma reacção enérgica e aproveitou uma fífia monumental do guarda-redes poveiro Bruno Conceição (largou a bola após cruzamento inofensivo) para reduzir por 2-1, por Vítor Silva (76).Apesar do golo sofrido, o primeiro em casa esta época, o Varzim soube gerir bem a vantagem, passando a jogar em contra-ataque e aproveitando a velocidade do recém-entrado Candeias.Aos 87 minutos, os poveiros sentenciaram o jogo, com Pedro Santos a fazer de cabeça o 3-1, após canto apontado por Malafaia.
In AO

Sofrer depois de desperdiçar

Sexto jogo consecutivo do Santa Clara sem vencer. A equipa açoriana deslocou-se à Póvoa e perdeu com o Varzim por 3-1, resultado que fez os insulares baixarem para o quinto lugar. Se nas primeiras seis jornadas os “encarnados” somaram 16 pontos, nas seis seguintes somaram apenas três em 18 possíveis.Quem viu os primeiros minutos do encontro terá ficado com a sensação que o resultado final não seria tão desnivelado, até porque eram os pupilos de Paulo Sérgio quem davam mostras de querer chegar ao golo, com Júlio César a obrigar Bruno Conceição a defesa apertada quando estavam decorridos dez minutos.Mas o Varzim não estava em campo apenas para ver jogar e na resposta conseguiu assenhorar-se da partida, embora as ocasiões de golo criadas não levassem grande perigo para as redes de Fernando. As excepções foram um remate de Chico que o internacional angolano defendeu de forma superior e à beira do intervalo Pedro Santos fez pontaria à trave.O nulo ao intervalo transitava as emoções para o segundo tempo e tal como na primeira o Santa Clara entrou melhor. Emerson, aos 53 minutos, teve o golo nos pés, mas não conseguiu marcar e na resposta os locais beneficiaram de uma grande penalidade que Roberto converteu em golo. Neste lance fica a dúvida se após o remate de Alexandre é Accioly que desvia o esférico com a mão ou se é a bola que vai ao seu encontro. O árbitro foi peremptório.Roberto que viria a bisar à passagem do minuto 65, concluindo com êxito um primeiro desvio de Chico, após canto, colocando a sua equipa em posição favorável para somar os três pontos.O Santa Clara não atirou a toalha ao chão e dez minutos volvidos Vítor Silva reduziu a diferença após uma fífia de Bruno Conceição, mas a três minutos do fim Pedro Santos, de cabeça, dissipou as dúvidas quanto ao vencedor, estabelecendo o 3-1 final.
Ficha técnica
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto).
Auxiliares: Tomás Santos e Rui Licínio.
Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Alexandre, Pedro Santos e Ruben Fernandes; Tito, Emanuel, Nuno Rocha e Marco Cláudio (Candeias, 73); Chico (Malafaia, 69) e Roberto (Ukra, 88).
Treinador: Diamantino Miranda.
Santa Clara: Fernando; Bruno Novo, Accioly, Emerson e Nuno Sociedade; Glauber, Pacheco (Basílio, 67) e Mozer (Ruben Leite, 75); Cleiton, Vítor Silva e Júlio César.
Treinador: Paulo Sérgio.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Roberto (55 gp e 65), Vítor Silva (76) e Pedro Santos (87).Disciplina: cartão amarelo para Roberto (34), Marco Cláudio (39), Pacheco (54), Accioly (54), Pedro Santos (56), Ruben Fernandes (61), Bruno Conceição (74) e Emanuel (82).
In DSP

Segunda-feira, Novembro 26, 2007

Empate no Estádio de São Miguel

Na preparação para o jogo com o FC Vizela, o treinador do Clube Desportivo Santa Clara, Paulo Sérgio, sentiu dificuldades devido às lesões de alguns jogadores: Henrique, Fernando, Júlio César, Portela, Kall, Josa e Anselmo. Num jogo que abriu a 11ª jornada da Liga Vitalis, e numa boa manhã de domingo para a prática do futebol no Estádio de São Miguel, o CDSC ficou–se pelo empate a uma bola frente ao Vizela.
A equipa de Carlos Garcia entrou melhor no terreno do Santa Clara marcando um golo madrugador. Logo aos 4 minutos da primeira parte, Ricón foi lançado pela esquerda, ganhou no ombro com ombro com Accioly e à saída de Fernando aplicou-lhe um subtil chapéu que colocou o esférico no fundo das redes. Porém, o CDSC conseguiu reagir muito bem, obtendo a igualdade 15 minutos depois, através de um passe de Cleiton para Basílio que, de cabeça, fez o golo do empate.
Ainda na primeira parte houve oportunidades para ganhar avanço, e onde a equipa da casa teve sempre mais posse de bola, só que a fraca inspiração dos atacantes foi notória.
No segundo tempo, nenhuma das equipas baixou os braços, criando mais oportunidades, numa tendo sido bem concretizadas. Nos minutos finais à que realçar o lance protagonizado por Fangueiro que teve nos pés o golo vizelense, mas Accioly cortou o lance no último momento.
CDSC mantém-se assim na 3ª posição da classificação com 19 pontos, a 3 pontos do primeiro classificado o Rio Ave.
Ficha técnica
Árbitro: Rui Costa (AF Porto)
Auxiliares: Vítor Carvalho e Tiago LeandroSanta Clara: Fernando; Bruno Novo, Accioly, Emerson e Nuno Sociedade; Glauber, Pacheco e Cleiton (Mauro, 87); Vítor Silva (Ruben Rodrigues, 72), Basílio (Henrique, 72) e Júlio César
FC Vizela: Riça; Quim Berto, Rodrigo, Cláudio e Machado; Guerra, Kata e Hélder Sousa (Emerson, 90); Williams (Fininho, 80), Rincón e Serjão (Fangueiro, 65)
Disciplina: cartão amarelo para Glauber (39), Guerra (61), Machado (72), Júlio César (77) e Quim Berto (77).
In site CDSC

Empate fica-lhes bem

O Vizela entrou praticamente a vencer depois de Rincón ter ganho posição no ombro a ombro com Accioly, fazendo um chapéu a Fernando quando este saia de entre os postes para tentar fazer a mancha.
Não havia tempo de jogo suficiente para se dizer se a vantagem dos forasteiros era justa, mas depressa os locais fizeram questão de o negar. A reacção dos encarnados foi forte e com um futebol atraente, com o Vizela remetido à defesa, conseguiram restabelecer a igualdade à passagem do minuto 18, com Basílio a desviar de cabeça para a baliza após bom cruzamento de Vítor Silva.
Contrariamente ao que se vinha desenrolando, os comandados de Paulo Sérgio não conseguiram manter a toada, decaindo a partida de qualidade nos derradeiros dez minutos, mantendo-se o futebol algo trapalhão no decorrer de todo o segundo tempo.
A excepção aconteceu a meio da segunda parte quando Fangueiro apareceu isolado. Mas Accioly foi a tempo de efectuar o desarme mantendo-se a igualdade até ao final do encontro.
In ABola

Santa Clara mantém série sem vencer

O Vizela, líder da Liga Vitalis, empatou no terreno do Santa Clara dos Açores a um golo, no jogo que abriu a 11.ª jornada da segunda divisão portuguesa.
A equipa de Carlos Garcia entrou melhor na partida e inaugurou o marcador aos 4 minutos através de Rincón, mas o Santa Clara conseguiu evitar a derrota com um golo de Basílio Almeida ainda na primeira parte (19 minutos).
Com este empate, a equipa de Paulo Sérgio aumenta para cinco o número de jogos sem vencer.
In Record

A sorte ou a falta dela...

O Santa Clara empatou frente a um Vizela que pode dar graças por ter entrado no jogo, praticamente, a... vencer, através de Rincon, que aproveitou a desatenção da defesa contrária para executar um chapéu perfeito a Fernando. O jogo em si foi muito disputado e repartido, em que a luta se sebrepôs ao espectáculo. Até que, aos 18', Basílio, de cabeça, assistido por Cleiton, repõe a igualdade.
Os visitantes não baixaram os braços e as oportunidades de golo sucediam-se a uma velocidade vertiginosa. O cariz do jogo pouco se alterou no recomeço mas com a particularidade de a pecha da finalização se acentuar nesta fase da partida. Os anfitriões forçaram mais o ritmo, estiveram sempre mais perto de marcar que o adversário mas ora por falta de sorte ou por mera imperícia, o golo não chegou. O empate para o Vizela, pelo que fez no segundo período, acabou por ser lisongeiro para as suas cores.
OS TÉCNICOS
"Fomos pacientes e acabámos por dominar na segunda parte.Criámos muitas ocasiões mas desperdiçámos em demasia."
Paulo Sérgio, Treinador do Santa Clara
"Foi um jogo bem disputado, no qual sentimos algumas dificuldades. O empate final acaba, contudo, por ser justo."
Carlos Garcia, Treinador do vizela
In OJogo

Domingo, Novembro 25, 2007

Adormecer depois de despertar

Quando tudo parecia encaminhado para o Santa Clara embalar para a vitória, a equipa retraiu-se e acabou por se contentar com um empate perante o Vizela.
Repartição justa de pontos entre Santa Clara e Vizela no jogo que abriu a jornada onze da Liga de Honra. A igualdade a um golo penaliza, de certa forma, a pouca audácia das equipas no decorrer dos segundos 45 minutos, preocupando-se mais em defender do que atacar, muito ao contrário do que se viu na etapa primeira.O Santa Clara entrou praticamente a perder quando, aos três minutos, Rincón foi lançado pela esquerda, ganhou no ombro com ombro com Accioly e à saída de Fernando aplicou-lhe um subtil chapéu que colocou o esférico no fundo das redes. As equipas ainda nem tinham aquecido e o Vizela já estava na frente, mas a resposta dos locais ao tento sofrido foi firme e com um meio-campo consistente lograram restabelecer a igualdade. Bem comandado por Pacheco, o Santa Clara carrilou grande parte do seu futebol pela ala direita, conseguindo através da velocidade imposta criar desequilíbrios que iam dando a entender que o golo do empate estava próximo.E não foi preciso esperar muito para os “encarnados” restabelecerem a igualdade, precisamente na resposta a uma segunda investida dos forasteiros que não resultou em golo porque Serjão rematou fraco para defesa fácil de Fernando. No contra-golpe, Vítor Silva surgiu na direita a cruzar com conta, peso e medida para Basílio, vindo de trás e em antecipação a Riça, desviar de forma primorosa para lá do risco fatal.Galvanizado pelo golo marcado, os locais mantiveram-se por cima em termos de domínio, pecando apenas por alguma falta de entendimento no ataque, o que em manhã de maior acerto poderia ter permitido aos pupilos de Paulo Sérgio chegarem ao intervalo na posição de vencedores.Foi pena a quebra de ritmo evidenciada nos derradeiros dez minutos e alguma desconcentração que quase permitia a Serjão, após um passe mal medido de Vítor Silva, fazer o segundo para os nortenhos, valendo um espectacular desarme de Accioly na hora certa, tão eficiente quanto a defesa efectuada por Fernando à passagem do minuto 24 a remate do mesmo avançado.O descanso não ajudou a melhorar o comportamento das duas equipas no terreno de jogo, na medida em que a segunda parte revelou-se um suplício. Mais interessadas em não sofrer do que propriamente marcar, as balizas ficaram como que esquecidas, desenrolando-se a partida muito sobre o miolo e com o Santa Clara a insistir nos ataques pela direita, esquecendo-se da ala esquerda.O Vizela, satisfeito com a igualdade, insistia num futebol lento, previsível e pouco dado a aventuras ofensivas, enquanto que os comandados de Paulo Sérgio, também preocupados em segurar o pontinho, só atacavam pela certa.No meio de tanto respeito só numa falha é que o golo poderia surgir, cabendo novamente a Accioly protagonizar um dos melhores momentos ao desarmar Fangueiro com um corte limpo quando este já tinha o remate armado e Fernando parecia batido.No restante, muita transpiração e pouca inspiração, muita luta e pouco discernimento, carrilando a partida para uma justa repartição de pontos.
Ficha técnica
Árbitro: Rui Costa (AF Porto).
Auxiliares: Vítor Carvalho e Tiago Leandro.
Santa Clara: Fernando; Bruno Novo, Accioly, Emerson e Nuno Sociedade; Glauber, Pacheco e Cleiton (Mauro, 87); Vítor Silva (Ruben Rodrigues, 72), Basílio (Henrique, 72) e Júlio César.
Treinador: Paulo Sérgio.
Vizela: Riça; Quim Berto, Rodrigo, Cláudio e Machado; Guerra, Kata e Hélder Sousa (Emerson, 90); Williams (Fininho, 80), Rincón e Serjão (Fangueiro, 65).
Treinador: Carlos Garcia.
Ao intervalo: 1-1.Marcadores: Rincón (3) e Basílio (18).
Disciplina: cartão amarelo para Glauber (39), Guerra (61), Machado (72), Júlio César (77) e Quim Berto (77).
In DSP

Santa Clara conquista um ponto em casa

Os encarnados de Ponta Delgada empataram a uma bola na recepção ao Vizela em jogo da 11ª jornada da Liga de Honra
O Santa Clara empatou a uma bola, frente ao Vizela, na abertura da jornada 11 da Liga de Honra, jogo que decorreu no Estádio de São Miguel.
A equipa do Vizela entrou, praticamente, a vencer, já que aos três minutos da primeira parte, Rincon, apontou o primeiro golo do encontro, fazendo um chapéu a Fernando e, aproveitando uma grande distração dos defesas encarnados.
O Santa Clara reagiu ao minuto 13, num cruzamento de Vitor Silva, mas Cleiton não chegou para a emenda.
Com um jogo a ser repartido por ambos as equipas, com muitaluta, entrega e eqílibrio, de ambas as partes, Serjão remata à figura do guarda-redea açoriano. Logo depois foi a vez de Basílio cruzar para Júlio César, mas este não teve o melhor enquadramento para o remate.
Aos 18 minutos, num passe de Cleiton, Basílio, de cabeça fez o golo do empate.
Os visitantes não baixaram os braços e criaram mais duas oportunidades antes do intervalo, sendo que uma delas foi mesmo muito perigosa, mas valeu o desvio de Emerson. Por seu turno o Santa Clara tentou, através de Bruno Novo, chegar ao golo da vantagem, mas o defesa do Vizela, Rodrigo aliviou para canto.
Na segunda metade assistiu-se a uma grande vontade de ambas as equipas marcarem, mas a finalização não correu da melhor forma.
Os encarnados dominaram bem e criaram boas oportunidades na segudna parte. Primeiro por Vitor Silva que rematou por cima. Na resposta Fangeuiro leva a que Accioly alivie para canto.
À passagem do minuto 80, Ruben Rodrigues, leva Riça a uma defesa apertada e dois minutos depois, o mesmo jogador encarnado remata ao lado. A última oportunidade coube ao Santa Clara, por intermédio de Júlio César, mas este estava fora de jogo.
O trio de arbitragem que viajou do Porto esteve regular.
Os restantes jogos da 11ª ronda da Liga de Honra, disputam-se esta tarde.
In AO

Segunda-feira, Novembro 19, 2007

Açorianos pragmáticos

Numa eliminatória decidida nos detalhes e após prolongamento, a equipa açoriana, mais pressionante na fase inicial da partida, acabou por justificar o triunfo, adiado pelo guardião Mário Júlio. Os bairradinos reagiram bem no segundo tempo mas uma infelicidade de Rui Castro, no prolongamento (introduziu a bola nas suas redes), viria a "entregar" o jogo ao Santa Clara.
Oliveira do Bairro 1 - Santa Clara 3
Estádio Municipal Oliveira do Bairro Árbitro Hugo Miguel AF de Lisboa
Oliveira do Bairro: Mário Júlio;, Paulo Costa, José Carlos, Rui Castro e Leandro (Xavier, 81'); Jean, Eder (Dany, 75'), Miguel Tomás e Carlos Miguel; Alexis e Luís Barreto (Rato, 75') T João Pedro Mariz
Santa clara: Fernando; Bruno Novo, Accioly, Emerson e Nuno Sociedade; Mozer (Pacheco, 60'), Glauber, Vítor Silva e Cleiton; Basílio (Mauro, 68') e Júlio César (Rúben Rodrigues, 117') T Paulo Sérgio
Marcadores: [0-1] Glauber 27'; [1-1] Carlos Miguel 88'; [1-2] Rui Castro 108', p.b.; [1-3] Vítor Silva 114' Cartõea amarelos: Éder 28'; Mozer 53'; Miguel Tomás 70'; Fernando 77'; Pacheco 96'; Jean, 105' e Rato 119'.
In OJogo

CDSC vence

O Santa Clara vence e deste jogo pode arranjar motivação para a liga Vitalis.
A jogar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, o Clube Desportivo Santa Clara conseguiu uma merecida vitória frente ao Oliveira do Bairro!
Em terras de Oliveira do Bairro a equipa açoriana entrou melhor na partida, assumindo logo o jogo, apesar do adversário ter causado algumas dificuldades.
O CDSC marcou cedo, contudo, a formação da casa equilibrou e chegou ao empate já na segunda parte do jogo!
Em cima do apito final, os bairradinos complicaram a vida ao CDSC, levando o jogo para o prolongamento. Já no tempo extra, uma infelicidade de um "central" da casa (marcou auto-golo) deitou o sonho do Oliveira do Bairro por terra. Marcando, de seguida, dois golos sem resposta, o CDSC saiu vencedor desta partida, ganhando o direito de seguir em frente na Taça de Portugal para a 4ª eliminatória.

Prolongamento amigo

O Santa Clara não se livrou do prolongamento para carimbar o apuramento para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, aquela onde já entram os grandes e todos sonham com a visita de um dos colossos ao seu terreno. Em Oliveira do Bairro os “encarnados” de Ponta Delgada confirmaram o favoritismo, mas foi necessário recorrer ao tempo extra.
Dominando a partida ao longo dos vinte minutos iniciais, o Santa Clara não conseguia traduzir essa superioridade em termos de oportunidades de golo, acabando por apanhar um susto aos 25 minutos quando Luís Barreto proporcionou a Fernando uma excelente defesa. Foi o aviso para os comandados de Paulo Sérgio acertarem na finalização e volvidos dois minutos Glauber inaugurou o marcador. O brasileiro colocou alguma justiça no resultado que não sofreu qualquer alteração até ao descanso.
A turma açoriana regressou dos balneários disposta a segurar a curta vantagem, mas esqueceu-se que o 0-1 era demasiado tangencial para descansar em demasia. Com o passar dos minutos o Oliveira do Bairro foi ganhando confiança e conseguiu restabelecer a igualdade ao minuto 90+3 quando Carlos Miguel converteu em golo um livre directo. O empate levou as equipas para o prolongamento, período em que o Santa Clara voltou a pegar nas rédeas do encontro e, com alguma felicidade, obteve o segundo golo num lance infeliz de Rui Castro que após canto na direita introduziu o esférico na própria baliza.
A confirmação do triunfo dos açorianos surgiu pouco depois quando Vítor Silva, em jogada individual, rompeu pela defesa contrária e à saída do guarda-redes rematou para o poste mais distante, sentenciando o resultado e confirmando a presença do Santa Clara na quarta eliminatória da Taça de Portugal.
In DSP

Derrota após massacre

O Santa Clara carimbou ontem o passaporte para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, mas teve de suar muito para bater fora de portas o difícil Oliveira do Bairro. A equipa da casa vendeu cara a derrota, fazendo jus ao segundo lugar que ocupa no campeonato da II Divisão, série C. Depois de uma primeira parte bastante equilibrada, e já em desvantagem no marcador, a formação orientada por João Pedro Mariz entrou melhor, caindo em cima do adversário e encostado à sua área defensiva. Atrevida, a equipa local aproveitou o sono dos visitantes para igualar a partida. A partir daí, não havia equipa que impedisse a rebeldia dos bairradinos, nada intimidados perante ter levado a lição melhor estudada. De facto, após o reatamento, o Oliveira do Bairro, motivado pelo facto de já não perder há nove jogos e a realizar uma das melhores épocas dos últimos anos, foi uma verdadeira dor de cabeça para os forasteiros. Com um guarda-redes ao seu melhor nível, os locais nada ficaram a dever aos açorianos. No prolongamento, contara a corrente do jogo, e mais uma vez numa jogada de bola parada, a equipa de Ponta Delgada faz o segundo golo e, poucos minutos depois, voltou a marcar, para grande injustiça da equipa da casa, que não deixou de evidenciar a desilusão com o desfecho após tanta luta.
in ABola